COBRAS

 
"Cobra" é uma denominação genérica, utilizada frequentemente na língua portuguesa como sinônimo para serpente. É também uma denominação comum entre europeus para designar espécies asiáticas, da subordem Ophidia e do gênero Naja. O nome é uma abreviação de cobra-de-capelo ou cobra-capelo.


A maior parte das cobras põe ovos e a maior parte destas abandona-os pouco depois de os pôr; no entanto, algumas espécies são ovovivíparas e retém os ovos dentro dos seus corpos até estes se encontrarem prestes a eclodir.


Recentemente, foi confirmado que várias espécies de cobras desenvolvem os seus descendentes completamente dentro de si, nutrindo-os através de uma placenta e um saco amniótico. A retenção de ovos e os partos ao vivo são normalmente, mas não exclusivamente, associados a climas frios, sendo que a retenção dos descendentes dentro da fêmea permite-lhe controlar as suas temperaturas com maior eficácia do que se estes se encontrassem no exterior.

Cobra pode se referir a:
Qualquer membro do gênero Naja, também conhecidas como cobras típicas.
Qualquer membro do gênero Boulengerina.
Qualquer membro do gênero Aspidelaps.
Qualquer membro do gênero Pseudohaje.
Paranaja multifasciata.
Ophiophagus hannah.
Hemachatus haemachatus.
Micrurus fulvius.
Hydrodynastes gigas.


Cascavel
Crotalus durissus

Cascavel é o nome genérico dado às cobras venenosas dos géneros Crotalus e Sistrurus. As cascavéis possuem um chocalho característico na cauda, e estão presentes em todo o continente americano. Geralmente, refere-se mais especificamente à espécie Crotalus durissus, cuja área de distribuição se estende do MéxicoMéxico à ArgentinaArgentina.
A cascavel, por razões não bem entendidas, em vez de sair completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda em forma de um anel cinzento grosseiro. Com o correr dos anos, estes pedaços de epiderme ressecados formam os guizos que, quando o animal vibra a cauda, balançam e causam o ruído característico. Embora no conceito popular o número de anéis do guizo as vezes é interpretado como correspondente a idade desta cobra, isto não é correto, pois no máximo poderia indicar o número de trocas de pele. A finalidade do som produzido pelo guizo é de advertir a sua presença e espantar os animais de grande porte que lhe poderiam fazer mal. É uma ótima chance de evitar o confronto.




Coral Verdadeira
 
Falsa Coral
Surucucu
Vive em florestas densas, principalmente na Amazônia, mas conhecem-se registros na literatura da presença desse animal até em áreas isoladas de resquícios de Mata Atlântica.











  
Urutu
 
Urutu, urutu-cruzeiro, cruzeiro e cruzeira, é um réptil ofídio da família Viperidae, a mesma da jararaca, cascavel e surucucu, que ocorre no Centro-Oeste e no Sul do Brasil, como também no Uruguai, Paraguai e Argentina.
É classificada na série solenóglifa, quanto ao tipo de dentição, por ter as presas inoculadoras de veneno varadas por canais para a condução do veneno produzido em glândulas.






Cobra de Escada


Cobra do Milho


Cobra Verde



Muçurana

Seus hábitos foram descobertos pelo médico e cientista brasileiro Vital Brasil (1865-1950), pesquisador do ofidismo. Vital Brazil apresentou, em uma conferência em 1915, um filme, de 1911, mostrando a luta de uma muçurana contra uma jararaca.


Sua dieta é composta de cobras não peçonhentas e cobras peçonhentas como jararacas, cascavéis etc. Ao serem devoradas, essas cobras picam diversas vezes a muçurana, mas o veneno dessas cobras não tem efeito contra ela. A única cobra que a mata é a cobra-coral.







Sucuri ou Anaconda




A sucuri ou anaconda é uma cobra sul-americana da família Boidae, pertencente ao género Eunectes. Tem a fama de ser uma cobra enorme e perigosa.













Existem quatro espécies, das quais as três primeiras ocorrem no Brasil:







Eunectes notaeus, a sucuri-amarela, menor e endêmica da zona do Pantanal;
Eunectes murinus, a sucuri-preta, maior e mais conhecida, ocorrendo em áreas alagadas da região do cerrado e da Amazônia, sendo que, neste último bioma, os animais costumam alcançar tamanhos maiores;

Eunectes deschauenseei, a sucuri-malhada, endêmica da Ilha de Marajó; e a Eunectes beniensis, a sucuri-da-bolívia.



São ainda conhecidas como arigbóia, boiaçu, boiçu, boiguaçu, boioçu, boitiapóia, boiuçu, boiuna, sucuriju, sucurijuba, sucuriú, sucuruju, sucurujuba e viborão.


A sucuri pode viver até 30 anos, e é a maior serpente do mundo. As fêmeas são maiores que os machos, atingindo maturidade sexual por volta dos seis anos de idade. Há muitos contos sobre ataques destas serpentes a seres humanos, no entanto, a maioria dos casos são fictícios, principalmente no que se diz respeito ao seu tamanho real. Muitos admitem terem sido atacados por espécies com mais de 10 metros. A maior sucuri da qual se tem registro por fonte confiável, foi a encontrada no início do século XX, pelo marechal Cândido Rondon, que media 11 metros e 60 centímetros.

Quanto aos ataques, existem alguns registros de vítimas fatais humanas, por exemplo, o famoso caso de um índio de 12 anos que foi devorado na década de 1980 por uma sucuri de grande porte, bem como alguns adultos nativos que estavam embriagados a beira do rio, e foram sufocados ou afogados antes de serem devorados. Estes casos foram fotografados e hoje as imagens são vendidas como suvenir na rodoviária de Ji-Paraná.
Jibóia ou Boidae




É uma família que abarca um conjunto de serpentes constritoras vivíparas e ovovíparas. A maioria dos membros desta família (as jiboias, as sucuris, as periquitamboias, entre outras).
Alguns pensam que as píton também fazem parte dessa família, o que não é verdade, pois elas pertencem a família Pythonidae. Podem atingir grandes dimensões e são capazes de engolir presas de tamanho muito superior (como veados por exemplo).
Estas serpentes matam a presa por constrição (pressão feita com o corpo quando se enrola em sua presa causando asfixia e parada cardíaca), possuem dentição áglifa (não há dentes inoculadores de veneno), quatro fileiras na parte superior (duas no lado esquerdo e duas no lado direito) e duas fileiras na parte inferior (uma de cada lado), dentes afiados que ajudam a segurar a presa. Geralmente, evitam contato com humanos, e quando isto ocorre, algumas emitem um som originado pelo ar expirado dos pulmões (por exemplo, as jiboias), mas podem também dar botes defensivos.

Píton das Rochas

Píton das Real
Píton Reticulada

 Cobra D´água




Víbora de Chifres



Cobra do Deserto
Cobra Mamba Negra





Cobra Papagaio
  




Cobra Papa Pinto
 


Cobra Papa Ovo
  
Naja


Naja é um género de serpentes venenosas da família Elapidae (cobras), elas variam em toda a África, Sudoeste da Ásia, Sul da Ásia e Sudeste Asiático. Apesar de vários outros gêneros compartilharem o nome comum, a espécie Naja é o grupo mais reconhecido e mais difundido de cobras comumente conhecidos.
O género Naja consiste de 20 a 22 espécies, mas sofreu várias revisões taxonômicas nos últimos anos, portanto, as fontes variam muito Também são conhecidas pelos nomes populares de cobra-capelo, cobra-de-capelo (também escrito cobra de capelo ou cobra capelo). São animais peçonhentos, agressivos e bastante perigosos. Algumas espécies têm a capacidade de elevar grande parte do corpo e/ou de cuspir o veneno para se defender de predadores a distâncias de até dois metros.


Outras espécies, como por exemplo a Naja tripudians, dilatam o pescoço quando o animal é enraivecido. A artimanha serve para "aumentar" seu tamanho aparente e assustar um possível predador. Atrás da cabeça, a naja também pode possuir um círculo branco parecido com um olho, também eficaz em amedrontar agressores que a confundam com um animal maior e mais perigoso.





As diferentes espécies Naja existentes variam de comprimento e são, na sua maioria, de corpo delgado. Grande parte são capazes de atingir comprimentos de até 1,84 m.





O comprimento máximo de algumas das maiores espécies de cobra é de cerca de 3,1 m, com a Naja ashei, sendo a maior da espécie até à data. Todas têm uma capacidade característica de levantar os quartos dianteiros de seus corpos do chão e achatar seus pescoços para parecer maior para um predador em potencial.




Todas as espécies do gênero Naja são capazes de entregar uma mordida fatal em um ser humano. A maioria das espécies têm um veneno fortemente neurotóxico, que ataca o sistema nervoso, causando paralisia, mas muitos também têm características citotóxicos que provoca inchaço e necrose e tem um significativo efeito anticoagulante. Alguns também têm componentes cardiotóxicos ao seu veneno.





Várias espécies da Naja, referidas como cobras cuspidoras, desenvolveram um mecanismo de entrega de veneno especializado, em que os seus dentes da frente, em vez de libertar veneno através das pontas (semelhante a uma agulha hipodérmica), têm uma abertura estriada na superfície frontal que permite que a cobra impulsione o veneno para fora da boca. Embora normalmente referido como "cuspir", a ação é mais como "esguichar".


O alcançe e a precisão com que eles podem disparar seu veneno varia de espécie para espécie, mas é utilizado principalmente como um mecanismo de defesa. Uma vez pulverizado sobre a pele de uma vítima, o veneno actua como um irritante grave. Se for introduzido no olho, pode causar uma sensação de queimação severa e cegueira temporária ou mesmo permanente se não for limpo imediatamente e completamente.



E book O Mundo das Cobras 1ª Edição




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